quarta-feira, 10 de maio de 2017

O Divertido ''JoJo no Kimyou na Bouken: Diamond wa Kudakenai'' (Diamond is Unbreakable)

Review da quarta temporada de Jojo. Demorou, mas saiu.


Essa não é a primeira vez que falo de Jojo. Em 2014 fiz um post falando brevemente de Phantom Blood e Battle Tendency, que são respectivamente, a primeira e segunda temporada. Por isso, se você não sabe nada de Jojo’s Bizarre Adventures, ainda recomendo a leitura - apesar de ser um texto um pouquinho antigo. Vá lá, e fique por dentro de algumas curiosidades do mangá e da série, e se sinta instigado à começar assistir. Belezura?

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Jabázão feito, vamos prosseguir.

CORES, CORES, MUITAS CORES, BABY























''É o ano de 1999, 11 anos após a luta desesperada de Jotaro Kujo contra Dio no Egito. Jotaro encontra-se com Josuke Higashikata, o filho ilegítimo de seu avô Joseph Joestar. Ele descobre que Josuke também tem o mesmo poder "Stand" e que uma nova ameaça está surgindo na cidade de Morioh.''

Apesar de não sentir muita urgência na história como senti anteriormente em Stardust Crusaders, eu me diverti muito nessa temporada. O plot é ''qualquer coisa'', não existe uma ameça tão assustadora em grande parte dos episódios, mas o que deixou tudo tão legal foram - alias, sempre foi o ponto forte de Jojo - as reviravoltas. Como a tensão construída ao longo do episódio que será solucionada nos minutos finais de forma bem, digamos na grande maioria, ''boba''. Os personagens também são o ponto forte aqui. Cada um (com um cabelo mais chamativo que o outro) possui uma aura de carisma forte, e mesmo que suas Stands não sejam tão mirabolantes quanto em Stardust Crusaders, ainda sim são curiosos pelo fato de não sabermos o que esperar deles. Se o oponente em questão, vai nos levar ao vilão principal de algum jeito. Não foi o caso, mas me foi surpreendente quando cada um virava um aliado dos principais. Com o passar dos episódios, obviamente a surpresa foi desgastando, e portanto, o climax acabou ficando bem mais morno, porque sabia que no final, o tal temido personagem trabalhado seria um amigo ao fim. Dito isso, é inquestionável a falta de perigo eminente em 80 % da temporada. Só fui sentir um impacto maior com a chegada do Yoshikage Kira mesmo, que é o malvado procurado - que alias escapa de morrer pelos comparsas do Jotaro e Josuke de maneira bem forçada no primeiro confronto. Mesmo com todos esses detalhes que poderiam ser a gota d'água em qualquer outro anime, em Jojo não se torna um empecilho capaz de provocar desistência em quem assiste. Afinal, estamos falando de Jojo. Suas qualidades superam em muito seus pequenos defeitos.


O humor também continuou com a bola toda nesta quarta parte, e acho que o que mais me arrancou gargalhadas foi a relação entre Kouchi e Tomoko. Existem outros personagem que também proporcionaram momentos hilários para esse temporada como por exemplo o anãozinho louco por dinheiro Shigekiyo Yangu, quando pega o lanche errado. O episódio quando Josuke e o Jotaro vão no restaurante do Tonio Trussardi que faz uns prato cheio de ''bem estar'', junto com a do alien e a do bebê invisível também são igualmente ótimos - mesmo que não apresente uma forte ameaça. De poder curioso, ou o melhor, de Stand bizarra, meu preferido foi sem dúvidas a do mangaká que transforma o rosto das pessoas num livro e sai lendo sobre o passado delas, achei bem interessante. Enfim, de resto, não há muito o que dizer. Gostei do elenco, mas seria ainda mais legal se a apresentação de cada um não fosse de forma tão aleatória.




Para mim, essa foi uma das temporadas mais leves, até agora. E isso não se deve à todas as cores alegres inseridas, mas sim talvez, ao clima descontraído abordado em cada situação. Apesar de haver um pouco de sangue e conflito, nada é capaz de trazer um ar mais pesado como já houve anteriormente. No entanto, isto não é um defeito. Pelo contrário, isso só mostra que Jojo sabe se reinventar e dar tempo ao tempo. Mesmo que haja vários detalhes diferentes (como citei o clima leve e a falta de grande perigo) ainda sim, é o Jojo que conhecemos; exagerado, escrachado, estiloso e tudo mais. E eu gostei de ver tudo aquilo que mais gosto nessa série, sobre uma outra perspectiva.

Uma coisa que confirma essa minha visão sobre à obra, é a última abertura do anime - que inclusive é uma das minhas preferidas. Não sei se você lembra, mas é aquela que tem uma música bem felizinha. Além da melodia ser muito grude *principalmente o refrão*, a composição de imagens, cores e coreografia é o veredito, o tiro final pra entender a temporada inteira. Portanto, é uma verdadeira festa. Ela também apresenta toda a vibe da série que pessoalmente é o que mais me encanta; o suspense. O ''breakdown'' repetido algumas vezes no começo, junto com uma espécie de ida e volta, representa maravilhosamente bem Diamond is Unbreakable. O tempo todo, eu fiquei achando que cada personagem apresentado como suposto vilão, fosse o ''pika das galáxias'' (cof, cof, desculpe o linguajar). Mas ao final, percebi que não. Enquanto na temporada anterior, eu ficava convicta que tudo ia ficar bem - porque eles tinham que chegar à enfrentar o Dio pra salvar a mãe dele, se não, a temporada não ia fazer sentido - aqui não tinha um rumo claro. Não dava pra saber o que poderia vir. E é esse suspense que mais gosto em Jojo. Essa imprevisibilidade.

Essa temporada equilibra bem as duas forças. É como ver uma verdadeira luta, feita nem só de acertos, mas de erros também. Um contraponto legal entre o triunfo entre o bem e o mal. Tudo bem que, praticamente, todas as temporadas até agora, tem um pouco desse balanço. Só que em Diamond wa Kudakenai o que era apenas uma das várias características de Jojo, nesta se torna mais evidente, e portanto, acaba que se tornando o ponto chave do clímax - já que não há outra ameaça mais amedrontadora.

















De resto, eu não sei mais o que acrescentar. A qualidade técnica de Jojo não é diferente das demais, se você já assistiu, sabe como é. Todas as aberturas e encerramentos são dignos de nota alta, bem como as roupas, figurinos, poses, cabelos, e etc. O estúdio David Production e a direção continuam mandando super bem, fazendo jus ao que Jojo realmente é no fim das contas.

Divertido. 
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